
O RISE with SAP é a oferta da SAP para que clientes SAP atuais levem o seu ERP on-premise para a nuvem com uma única assinatura. Ele reúne um ERP em nuvem (normalmente o SAP Cloud ERP Private, antes chamado SAP S/4HANA Cloud Private Edition), operações técnicas gerenciadas pela SAP, ferramentas de transformação e a RISE with SAP Methodology.
Ajudo empresas em três partes disso: revisar o contrato RISE antes da assinatura, assessorar a migração e verificar se o sistema e as equipes estão prontos. Esta página explica o que é o RISE em outubro de 2026, o que a SAP opera e o que fica com você, e onde os meus guias detalhados vão mais fundo.
A SAP descreve o RISE with SAP como um caminho para modernizar o ERP on-premise usando “uma metodologia comprovada, orientação especializada e um conjunto de ferramentas conduzido por agentes” (da página do produto RISE with SAP). É um pacote comercial e de entrega. Não é um produto de ERP separado.
Os nomes mudaram em 2025, e as buscas ainda usam os antigos. É assim que estão agora:
- SAP Cloud ERP Private é o ERP em nuvem privada no centro da maioria dos contratos RISE. A maioria das pessoas ainda o procura como SAP S/4HANA Cloud Private Edition, ou “rise with sap s/4hana cloud”.
- SAP Cloud ERP é o nome do ERP em nuvem da SAP, e a sua edição pública é o que as pessoas querem dizer com “rise with sap public cloud”. O RISE pode ser montado sobre qualquer uma das edições.
- SAP GROW (ainda muito chamado de GROW with SAP) é a oferta para empresas que chegam agora à SAP, construída sobre a edição pública.
- SAP RISE e RISE with SAP são a mesma coisa. “SAP RISE” é só a busca mais curta.
A escolha da edição é a decisão que a maioria das empresas erra, porque supõe que RISE significa nuvem privada. Meu guia sobre RISE with SAP em nuvem pública vs privada mostra o que cada edição permite em configuração, upgrades, setores e caminhos de migração. Minha regra ali: processos padrão que não precisam de configuração muito específica podem ir para a nuvem pública.
“A SAP opera” é a frase que causa a maioria das surpresas no orçamento. A página de serviços gerenciados em nuvem da SAP diz que o serviço vai além da infraestrutura e inclui a gestão do sistema operacional, do banco de dados SAP HANA e da aplicação SAP Cloud ERP Private. Isso é operação técnica.
Os seus processos de negócio, os dados mestre e o fechamento mensal continuam sendo seus. A implementação em si também. Esta é a versão curta da divisão:
| Área | A SAP opera no RISE | Fica com você ou com o seu parceiro |
|---|---|---|
| Hospedagem | Infraestrutura em um hiperescalador ou nos data centers da SAP | Escolher o provedor e a região que atendem às suas regras de residência de dados |
| Operações técnicas | Sistema operacional, banco de dados SAP HANA, operação da aplicação, monitoramento e segurança | Decidir quando aplicar os upgrades na edição privada, e testá-los |
| Processos de negócio | Conteúdo padrão e boas práticas da SAP | Desenho de processos, decisões de configuração e suporte funcional |
| Dados | O banco de dados em que estão | Limpeza, mapeamento, migração e propriedade dos dados mestre |
| Código customizado | A plataforma para extensões | Corrigir, aposentar ou reconstruir os seus objetos customizados |
| Programa | Onboarding, a metodologia e os quality gates | Seleção do parceiro, governança, testes, treinamento e cutover |
O SAP Help Portal publica uma comparação completa das ofertas das edições pública, privada e on-premise se você precisar das linhas detalhadas. Extras opcionais, como um SLA de disponibilidade mais alto e recuperação de desastres, são itens separados. Trato deles no meu guia de contrato e preços do RISE with SAP.
As pessoas costumam buscar um “RISE with SAP adoption framework”, ou framework de adoção. O nome que a própria SAP dá a ele é RISE with SAP Methodology. Ela substituiu o conjunto solto de materiais de onboarding que os primeiros clientes RISE recebiam.
Na página da RISE with SAP Methodology, a metodologia tem três partes operacionais:
- Roadmaps do SAP Activate no SAP Cloud ALM. O projeto passa pelas fases conhecidas: discover, prepare, explore, realize, deploy e run.
- Quality gates. Um ponto de controle ao fim de cada fase em que você preenche um questionário, para que a SAP e o seu parceiro vejam o mesmo status.
- Onboarding e preparação. Sessões de onboarding, um kit de ferramentas de avaliação de descoberta digital na fase discover e um serviço de preparação para a transformação que, segundo a SAP, é um direito incluído no pacote SAP Cloud ERP Private.
A descrição do RISE pela SAP em 2026 também nomeia as ferramentas de transformação do conjunto: SAP Signavio, SAP LeanIX e WalkMe. A SAP agora também descreve assistentes de AI para migração e modernização como parte desse conjunto. Aquilo a que você realmente tem direito depende do seu order form, então verifique cada ferramenta pelo nome.
A metodologia é uma estrutura útil. Ela não toma as decisões difíceis por você. Os quality gates confirmam que uma fase está concluída; não dizem se o seu escopo, a sua edição ou o seu plano de dados estavam certos desde o início.
Às vezes lidero desde o início. Outras vezes, sou chamado para estabilizar o barco quando as coisas saem do rumo. Nos 21 programas SAP que liderei ou resgatei, o trabalho com RISE que faço se divide em três serviços.
Cada um tem uma entrega clara, para que você saiba pelo que está pagando.
| Serviço | Quando ajuda mais | O que você recebe |
|---|---|---|
| Revisão de contrato | Antes de assinar o primeiro order form do RISE, ou antes de uma renovação | Uma leitura linha a linha do order form contra o seu desenho e uma lista de termos a negociar |
| Assessoria de migração | Quando você está escolhendo o caminho, a edição ou o parceiro | Uma recomendação de edição e caminho de migração, com o raciocínio por escrito |
| Avaliações de prontidão | Antes de se comprometer com um cronograma ou com a cotação de um parceiro | Uma leitura do SAP Readiness Check e do seu próprio sistema, e as questões em aberto que definem o escopo |
1. Revisão do contrato RISE
A maior parte do gasto excessivo no RISE é decidida no primeiro order form, não na renovação. As três armadilhas que mais vejo são os termos de renovação, o dimensionamento de FUEs e os créditos de AI. Full Use Equivalents (FUEs) são a métrica de uso sobre a qual a SAP precifica a assinatura do ERP.
Sempre negocio duas coisas em um contrato RISE: os módulos incluídos, pelo nome, e preços por fase, para que você pague à medida que as fases entram em go-live, e não pelo escopo completo desde o primeiro dia. Em um programa que leva de 9 a 18 meses até o primeiro go-live, pagar por usuários que ainda não vão tocar no sistema é dinheiro de verdade.
O que você recebe da revisão:
- Uma verificação de escopo. Cada módulo, complemento e serviço em nuvem do order form comparado com o que o seu desenho precisa.
- Uma verificação de dimensionamento. A sua contagem de FUEs testada contra como as pessoas vão realmente usar o sistema, não contra os cargos delas.
- Uma lista de negociação. Termos de renovação, termos dos créditos de AI, módulos incluídos e preços por fase, escritos como pontos que a área de compras pode levar à SAP.
Como os FUEs são contados, o que a assinatura inclui e exclui e as perguntas a fazer à SAP estão todos no meu guia de preços do RISE with SAP. É orientação prática vinda do trabalho em programas, não aconselhamento jurídico. O seu advogado de contratos ainda deve ler o order form.
2. Assessoria de migração para o RISE
O RISE é o invólucro. Por baixo dele continua havendo uma migração de ERP com três caminhos possíveis: greenfield (nova implementação), brownfield (conversão de sistema) ou selective data transition. A edição pública é apenas nova implementação, então a escolha da edição e a escolha do caminho precisam ser feitas juntas.
Minha regra de caminho: greenfield quando você está saindo de outros sistemas ou quando novos processos precisam ser definidos. Brownfield quando os processos estão definidos e funcionando. Selective quando os processos de algumas áreas precisam ser redefinidos.
O que você recebe da assessoria de migração:
- Uma recomendação de edição. Pública ou privada, conforme quão padrão são os seus processos e em quais setores você atua.
- Uma recomendação de caminho. Greenfield, brownfield ou selective, ligada às conclusões sobre os seus processos e dados.
- Um cronograma realista. Para programas RISE, planejo de 9 a 18 meses; programas GROW na edição pública normalmente levam de 6 a 9 meses.
- Um briefing para parceiros. O escopo escrito nas suas palavras, para que os parceiros cotem contra o seu desenho e não contra o deles.
O passo a passo completo, as ferramentas e os prazos de manutenção do SAP ECC estão no meu guia de migração do ECC para o S/4HANA. Para saber o que define o orçamento em cada caminho, leia meu guia sobre o custo da migração para o S/4HANA.
3. Avaliações de prontidão para o RISE
O SAP Readiness Check mostra o que no seu sistema ECC entra em conflito com o S/4HANA. Ele não diz o que fazer a respeito. Uma avaliação de prontidão transforma esses resultados em decisões que você consegue financiar.
O que você recebe de uma avaliação de prontidão:
- Uma leitura do SAP Readiness Check. Itens de simplificação, complementos, impacto no código customizado, interfaces e qualidade dos dados financeiros, explicados para as pessoas que precisam decidir.
- Uma visão do código customizado. Quais objetos quebram e quais você deveria aposentar em vez de corrigir.
- Uma visão de interfaces e dados. As duas pontas de cada interface, e onde os seus dados precisam de limpeza antes de migrar.
- As questões em aberto. A lista de decisões que a verificação não consegue responder, que se torna o escopo da sua avaliação de migração.
O que o Readiness Check cobre, como executá-lo e onde ele fica aquém estão no meu guia sobre o SAP Readiness Check e a avaliação de migração para o S/4HANA. Se você está chegando agora à SAP, e não saindo do ECC, minha página sobre o GROW with SAP é o melhor ponto de partida.
O RISE se encaixa melhor quando você já é cliente SAP, o seu sistema ECC ou S/4HANA on-premise é o núcleo do negócio e você quer que a SAP, e não a sua própria equipe ou um provedor de hospedagem, opere a camada técnica. Ele se encaixa menos quando não há disposição para processos padrão, ou quando ninguém dentro da empresa consegue ser dono das decisões sobre escopo, dados e código customizado.
Faça estas perguntas antes de assinar:
- Já decidimos entre a edição pública e a privada, ou estamos supondo a privada?
- Sabemos quais dos nossos objetos customizados ainda são usados?
- A nossa contagem de FUEs se baseia em como as pessoas vão usar o sistema, ou em cargos?
- O preço do contrato acompanha as nossas fases de rollout?
- Quem é dono do suporte funcional depois do go-live, já que a SAP opera apenas a camada técnica?
Se duas ou mais dessas perguntas não têm resposta clara, resolva-as antes do order form, não depois.
O que é o RISE with SAP?
O RISE with SAP é a oferta da SAP para que clientes SAP atuais levem o seu ERP on-premise para a nuvem com uma única assinatura. Ele reúne um ERP em nuvem, normalmente o SAP Cloud ERP Private, com operações técnicas gerenciadas pela SAP, ferramentas de transformação e a RISE with SAP Methodology.Qual a diferença entre SAP RISE e S/4HANA Cloud?
O S/4HANA Cloud é o software de ERP, hoje vendido como SAP Cloud ERP (edição pública) e SAP Cloud ERP Private. O RISE with SAP é o pacote em volta dele: a assinatura, as operações em nuvem gerenciadas, as ferramentas e a metodologia. SAP RISE e RISE with SAP são a mesma oferta.O que os serviços gerenciados do RISE with SAP incluem?
A SAP gerencia a infraestrutura, o sistema operacional, o banco de dados SAP HANA e a aplicação SAP Cloud ERP Private. O suporte funcional dos seus processos de negócio, a migração de dados, o código customizado e a implementação em si não estão incluídos, a menos que você os contrate à parte.O RISE with SAP está disponível na nuvem pública?
Sim. O RISE pode ser montado sobre o SAP Cloud ERP, a edição pública, ou sobre o SAP Cloud ERP Private. A edição pública serve para processos padrão que não precisam de configuração muito específica, e é apenas nova implementação, então não é possível converter um sistema ECC para ela.O que é o framework de adoção do RISE with SAP?
A SAP o chama de RISE with SAP Methodology. Ela executa os roadmaps do SAP Activate no SAP Cloud ALM, acrescenta um quality gate ao fim de cada fase e inclui sessões de onboarding e, para o SAP Cloud ERP Private, um serviço de preparação para a transformação.Quanto tempo leva uma implementação do RISE with SAP?
Planejo de 9 a 18 meses para um programa RISE, contra 6 a 9 meses para o GROW with SAP na edição pública. A faixa depende do caminho de migração, do volume de código customizado, da qualidade dos dados e de quantas entidades entram em go-live em cada fase.Se você está prestes a assinar um order form do RISE, escolher um caminho de migração ou se comprometer com o cronograma de um parceiro, busque primeiro uma visão independente. Entre em contato e me diga em que ponto do processo você está.