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Este é o meu estudo de caso favorito. Um conhecido varejista do Oriente Médio, de moda e bens de consumo, migrou do SAP ECC 6.0 para o S/4HANA. Tinha cerca de 18.000 funcionários, mais de 1.200 lojas em sete países e um canal de e-commerce em crescimento. Operava o ECC havia anos, e 44% dos objetos do seu sistema eram personalizados. Escolhemos uma conversão brownfield com redesenho seletivo. O fechamento mensal passou de se arrastar pelos fins de semana para terminar antes do almoço, e o código personalizado caiu quase pela metade.
Se você opera um sistema ECC muito personalizado e se pergunta quanto dele levar adiante, foi assim que um programa respondeu a essa pergunta.
A personalização tinha se acumulado devagar, uma correção urgente de cada vez. Quando começamos, até pequenas atualizações traziam risco. As integrações eram frágeis: uma pequena mudança em finanças podia quebrar algo nas operações de varejo. O negócio queria flexibilidade e velocidade. A TI estava consumida apagando incêndios. Os dois lados admitiam que remavam em direções opostas.
Lembro de uma sessão em que a equipe de supply chain riu um pouco ao admitir que dezenas dos seus relatórios “críticos” quase não eram mais usados. Cortá-los foi prático e, curiosamente, libertador.
O fim da manutenção padrão do ECC foi o gatilho. O SAP ERP 6.0 nos pacotes de aprimoramento 6 a 8 sai da manutenção padrão no fim de 2027 (SAP News). Os motivos reais eram mais profundos. As finanças rodavam extrações manuais a cada fechamento mensal. As lojas precisavam de uma visibilidade de estoque que jobs batch noturnos não davam. A maior parte do esforço da TI ia para manter o código personalizado vivo.
O SAP Readiness Check confirmou o que suspeitávamos: um sistema muito personalizado, com uma remediação significativa pela frente. A Simplification Item List mostrou onde o S/4HANA padrão já fazia o que o código personalizado do ECC vinha fazendo. As finanças descobriram que alguns relatórios personalizados mantidos havia muito tempo agora eram redundantes. O alívio naquela reunião foi evidente.
Uma conversão técnica simples só empurraria os problemas adiante. Uma reconstrução greenfield completa jogaria fora uma década de configuração que funcionava. O brownfield com redesenho seletivo foi o equilíbrio: manter o que era sólido, limpar o que precisava de limpeza, reconstruir só o que estava quebrado. Meu guia de migração do ECC para o S/4HANA explica como pesar esses caminhos.
| Desafio | O que fizemos |
|---|---|
| 44% de objetos personalizados | Negócio e TI marcaram cada objeto juntos: aposentar, substituir ou readequar; gates de qualidade por fase |
| Integrações frágeis | Plano de regressão cobrindo POS, WMS, finanças, RH e portais de fornecedores; links ponto a ponto movidos para padrões do SAP Integration Suite |
| Qualidade de dados | Data stewards por função com SLAs; acompanhamento diário de defeitos; limpeza concluída antes do QA |
| Adoção entre países | Guias de trabalho por função, rondas de apoio no local perto do go-live, treinamento ligado a tarefas reais |
Código personalizado em escala
Os resultados do readiness funcionaram como um filtro. Negócio e TI sentaram juntos para marcar cada objeto. Alguns eram claramente redundantes, como relatórios de que ninguém lembrava ter rodado. Outros sustentavam processos de varejo realmente únicos e precisavam de um redesenho cuidadoso. Isso obrigou as equipes a decidir em vez de adiar. O SAP Signavio ajudou a definir os novos processos com base nas melhores práticas, e o smartShift cuidou das varreduras automatizadas de código e das correções de baixo valor, o que preservou o tempo dos seniores para o redesenho. Meu guia de clean core mostra como classifico o código personalizado hoje.
Integrações
O ECC se conectava a sistemas de ponto de venda (POS), ao sistema de gestão de armazéns (WMS), a finanças, a RH e a vários portais de fornecedores. Montamos um plano de regressão cobrindo todos eles e testamos depois de cada mudança de configuração significativa, não só no final. Os jobs batch noturnos precisavam terminar mais rápido no S/4HANA, ou os relatórios matinais do armazém não ficariam prontos.
Qualidade de dados
Registros duplicados de fornecedores e dados mestre desatualizados arrastaram os testes. A solução foi estrutural: um data steward em cada função, com SLAs de resolução. Se os dados não estivessem limpos no início do QA, voltavam para o steward. À medida que o cutover se aproximava, ensaiamos as cargas de ponta a ponta e acompanhamos os defeitos todos os dias. Essa rotina simples funcionou melhor do que qualquer painel sofisticado, o que ainda me surpreende. Meu artigo sobre por que a migração de dados do SAP falha cobre esse padrão.
Adoção
O treinamento alcançou 26.000 funcionários. Finanças e operações de varejo tinham prioridades diferentes, o que apareceu em um workshop inicial e mudou o desenho do treinamento. Com a pressão crescendo perto do go-live, usamos guias de trabalho por função e rondas de apoio no local. Uma líder de loja disse depois que o guia de duas páginas foi mais importante do que qualquer town hall. Acreditei nela.
Entrega em fases no SAP Activate. Finanças centrais e supply chain foram primeiro, com RH e portais de fornecedores depois, para que as equipes de suporte nunca ficassem sobrecarregadas. Cada ambiente tinha uma única função. O sandbox validava o caminho e travava o escopo. O desenvolvimento consolidava os transportes. O QA rodava volumes reais de negócio e ajustava os jobs. A pré-produção era um ensaio geral de verdade. As datas de implantação foram alinhadas aos picos e aos períodos de baixa do varejo.
Testes com o negócio. Os líderes de finanças e de supply chain testaram com ciclos reais de fechamento de período e de promoção, com roteiros escritos a partir da realidade do negócio, e não da lógica do sistema. As execuções noturnas expuseram problemas de sincronização. Lembro de um líder de armazém sorrindo quando a segunda execução passou sem problemas, depois de semanas de frustração.
Ensaios de cutover. Cada tarefa foi cronometrada, enxugada ou fundida. Só o dry run já economizou horas que uma planilha jamais revelaria. Os planos de recuperação ficavam em folhas de uma página, e as pessoas diziam que essa lista simples reduzia mais o estresse do que qualquer painel. Um piloto em loja comprovou a estabilidade do POS e do WMS antes do lançamento mais amplo.
Hypercare. Uma war room compartilhada entre TI e negócio, SLAs claros e registros diários de ações. Os plantões de fim de semana eram revezados e as passagens de suporte foram roteirizadas ao minuto. As pessoas costumam lembrar de números. Eu me lembro mais da primeira noite tranquila.
Um líder de finanças brincou que o sistema finalmente funcionava mais rápido que a máquina de café.
Fechamento financeiro. As equipes disseram que o fechamento mensal agora terminava antes do almoço, quando antes avançava pelos fins de semana. O CFO ficou mais satisfeito por receber seus relatórios muito mais rápido. Um líder de finanças brincou que o sistema finalmente funcionava “mais rápido que a máquina de café”. Esse tipo de momento constrói mais confiança do que qualquer apresentação de slides.
Código personalizado. Redução de quase metade, o que baixou o custo de suporte no longo prazo e o risco de regressão em cada upgrade futuro.
Relatórios e experiência do usuário. Os gerentes de loja passaram das antigas telas de transação para aplicativos SAP Fiori. O tempo de treinamento caiu porque os aplicativos funcionavam do jeito que as pessoas esperavam. Um gerente chamou a experiência de “revigorante”.
Integrações. As conexões de POS, WMS e finanças ficaram mais estáveis, e os jobs noturnos terminavam mais cedo.
Nem tudo funcionou de forma uniforme. Algumas equipes se agarraram a relatórios antigos mesmo quando havia melhores. Algumas acharam os workshops longos demais e os ensaios repetitivos. Em retrospecto, essas etapas foram a rede de segurança.
| Lição | O que aconteceu | O que eu faria da próxima vez |
|---|---|---|
| Alinhar cedo | Em um workshop, os gerentes de loja disseram que as necessidades de relatórios deles eram muito diferentes das de finanças. Isso apareceu cedo e ajustamos; mais tarde, teria estourado no cutover | Agendar sessões estruturadas de alinhamento antes de o design começar |
| Começar a revisão de código no primeiro dia | Vários objetos foram retrabalhados sob pressão perto do go-live | Tomar as decisões de aposentar, substituir ou readequar desde o kickoff |
| Fazer dos dados um trabalho do negócio | Registros duplicados de fornecedores atrasaram os testes | Nomear data stewards por função, com SLAs, na primeira semana |
| Ensaiar mais do que parece necessário | Um dry run revelou conflitos de sequenciamento entre POS e WMS que ninguém havia previsto | Planejar ensaios extras; o último antes do go-live deve ser entediante |
Se o mesmo programa começasse hoje, três coisas mudariam. A maioria das empresas nessa posição olharia agora para o S/4HANA Cloud Private Edition sob o RISE with SAP em vez de permanecer on-premise. As decisões de aposentar, substituir ou readequar seriam enquadradas nos níveis de clean core A a D da SAP. O acompanhamento de mudanças e de implantação rodaria no SAP Cloud ALM, porque o Solution Manager 7.2 sai da manutenção padrão no fim de 2027. Os data stewards, os ensaios, a war room conjunta e os guias de duas páginas ficariam exatamente como estavam. Para o lado das pessoas, veja meu guia de estratégias de treinamento em SAP.
Por que as empresas migram do SAP ECC para o S/4HANA?
O fim da manutenção padrão do ECC em 2027 é o gatilho. Os motivos mais fortes são operacionais: relatórios em tempo real, um fechamento mais rápido e menos esforço para manter vivos o código personalizado e as integrações frágeis. Neste caso, o negócio queria análises de varejo em tempo real e um fechamento mensal mais curto.
O que o SAP Readiness Check mostrou neste caso?
Confirmou que 44% dos objetos eram personalizados e que muitos não eram usados havia anos. Isso mudou a estrutura do trabalho com o código personalizado: aposentar primeiro, substituir pelo padrão sempre que possível e readequar apenas o que tinha valor real para o negócio. A Simplification Item List também mostrou relatórios que o S/4HANA padrão tornava redundantes.
Por que escolher brownfield com redesenho seletivo?
Uma conversão técnica simples teria levado todos os problemas adiante, e uma reconstrução greenfield completa teria descartado uma década de configuração que funcionava. O redesenho seletivo manteve o que era sólido, usou o SAP Signavio para definir novos processos onde o padrão podia substituir a lógica personalizada e reconstruiu apenas o que estava quebrado.
O que acontece se a limpeza de dados for deixada para tarde demais?
Os testes se arrastam, os ensaios falham e o go-live escorrega. Aqui, registros duplicados de fornecedores e dados mestre desatualizados causaram semanas de atrito nos testes. A solução foram data stewards em cada função, com SLAs, e a limpeza acompanhada como medida de saúde do programa.
Como as integrações foram tratadas durante a migração?
Mapeando primeiro cada conexão: POS, WMS, finanças, RH e portais de fornecedores. Um plano de regressão cobriu todas, os testes rodaram depois de cada mudança de configuração significativa e um piloto em loja comprovou a estabilidade do POS e do WMS antes do lançamento mais amplo. Mesmo assim, um dry run encontrou um conflito de sequenciamento entre POS e WMS que ninguém havia previsto.
Como é um bom hypercare depois de um go-live do S/4HANA?
Uma war room compartilhada entre TI e negócio, com SLAs claros, registros diários de ações e problemas fechados rapidamente em vez de estacionados em um backlog. Guias por função e rondas de apoio no local reduzem as chamadas de suporte mais rápido do que o treinamento formal. Reveze os plantões de fim de semana e roteirize as passagens de suporte para a equipe não se esgotar.
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Se este artigo tocou num programa em que você está envolvido agora, uma conversa de 30 minutos costuma render mais do que outra semana de análise interna.




