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SAP CPI e Integration Suite: o que são e onde se encaixam

O SAP CPI, hoje a capacidade Cloud Integration do SAP Integration Suite, substitui scripts ponto a ponto frágeis por fluxos de integração gerenciados. Com o fim da manutenção padrão do PI/PO em 2027, veja onde ele se encaixa e como planejar a migração.

Pessoa diante de um notebook com ícones de negócios flutuando: gráficos, metas e relatórios
Índice
  1. O que o SAP CPI é e o que não é
  2. O que mudou para 2026
  3. Como o CPI se compara ao SAP PI/PO
  4. Principais recursos e adaptadores
  5. Migração do PI/PO: o que ela realmente envolve
  6. Padrões comuns de integração
  7. Perguntas frequentes

O SAP CPI (Cloud Platform Integration) é o middleware em nuvem da SAP. Hoje ele vive como a capacidade Cloud Integration dentro do SAP Integration Suite, no SAP BTP, e é a resposta da SAP para conectar o S/4HANA a outros sistemas SAP e não SAP. Se você ainda roda o SAP PI/PO, o relógio importa: o PI/PO 7.5 sai da manutenção padrão no fim de 2027.

Este guia é para líderes de integração e CIOs que precisam decidir como sair do PI/PO ou desenhar a integração de um novo programa S/4HANA. Ele cobre o que o CPI faz e o que não faz, como se compara ao PI/PO e um plano em ondas para migrar interfaces.

Já vi equipes passarem meses construindo scripts personalizados frágeis para conectar sistemas SAP e não SAP. No começo, funciona. Aí uma atualização de sistema muda o nome de um campo, ou uma nova versão de API é lançada, ou o tráfego dobra. O script quebra em silêncio. Ninguém percebe até que um relatório puxa dados desatualizados ou um pedido fica três dias sem ser processado.

O CPI substitui isso por fluxos de integração gerenciados e reutilizáveis. Não porque seja mais simples (muitas vezes não é), mas porque a arquitetura foi feita para ser monitorada e mantida. Pequenas decisões tomadas cedo no design do CPI se acumulam em dívida técnica mais rápido do que a maioria das equipes imagina.

O CPI é a camada que conecta sistemas, transforma dados e roteia mensagens entre aplicações. O SAP Integration Suite o reúne com API Management, Event Mesh, Integration Advisor e gestão de parceiros comerciais. A maioria dos consultores ainda diz “CPI” quando se refere à parte dos fluxos de integração, e tudo bem.

O que o CPI faz: move dados entre sistemas, transforma formatos de mensagem, roteia para o destino certo e trata erros e novas tentativas. Ele conecta sistemas SAP (S/4HANA, SuccessFactors, Ariba) e plataformas não SAP (Salesforce, Workday, ServiceNow) por meio de adaptadores padrão.

O que ele não faz: armazenar dados a longo prazo, substituir um ERP ou atuar como ferramenta de ETL para migração de dados em massa. Ele foi feito para mensagens em tempo real ou quase real. Usá-lo como data warehouse ou como ferramenta de migração causa problemas de arquitetura mais tarde.

CPI versus SAP BTP: o BTP é a plataforma inteira: desenvolvimento de aplicações, dados, IA, análise e integração. O CPI é um serviço dentro dela. A distinção importa quando você dimensiona competências e orçamento. Um arquiteto de BTP desenha por vários serviços. Um especialista em CPI cuida de fluxos, adaptadores, mapeamentos e conectividade.

Quatro datas e decisões moldam hoje qualquer plano de integração.

As datas por trás de um plano de integraçãoPlaneje em torno de 2027. Uma migração em ondas antes disso custa bem menos do que um cutover forçado.
  1. 2023Edge Integration Cell com disponibilidade geralFim de 2023. Executa fluxos do Integration Suite dentro da sua própria rede
  2. 2027Fim da manutenção padrão do PI/POFim do ano, para o SAP NetWeaver 7.5
  3. 2028Desativação do ambiente Neo do SAP BTP31 de dezembro. Os tenants de CPI no Neo migram para o Cloud Foundry
  4. 2030Fim da manutenção estendida do PI/POFim do ano. A última parada para qualquer cenário de PI/PO

Fonte: Anúncios de manutenção do SAP NetWeaver 7.5 e de desativação do Neo, reportados pelo SAPinsider

  1. O PI/PO está chegando ao fim da linha. O SAP NetWeaver 7.5, que inclui o PI/PO, segue o cronograma de manutenção do Business Suite: manutenção padrão até o fim de 2027, manutenção estendida até o fim de 2030. Não virão novas funcionalidades. Uma migração planejada, em ondas, custa bem menos do que um cutover forçado em 2027 ou 2030.
  2. O híbrido tem resposta. O Edge Integration Cell, com disponibilidade geral desde o fim de 2023, executa fluxos do Integration Suite dentro da sua própria rede, para interfaces que precisam continuar on-premise. Isso elimina o motivo mais comum que as equipes davam para ficar no PI/PO.
  3. O Neo está fechando. A SAP anunciou em 2023 que o ambiente Neo do SAP BTP será desativado em 31 de dezembro de 2028. Os tenants de CPI mais antigos no Neo precisam migrar para o ambiente multicloud (Cloud Foundry), e essa migração é um pequeno projeto à parte.
  4. O Joule entrou nas ferramentas. A SAP incluiu o Joule no Integration Suite para que os desenvolvedores descrevam um fluxo em linguagem natural e recebam um primeiro rascunho. Ele acelera os cenários padrão. Orquestrações complexas, com lógica de negócio de verdade, ainda pedem um arquiteto de integração sênior.

No lado comercial: se você está no RISE with SAP, verifique qual direito de uso do SAP BTP o seu contrato já inclui antes de comprar capacidade do Integration Suite separadamente.

FatorSAP PI/POSAP CPI (Integration Suite)
ImplantaçãoOn-premise, nos seus servidoresNuvem no SAP BTP; Edge Integration Cell para execução on-premise
Esforço de manutençãoAlto: patches, atualizações, gestão de servidoresMenor: a SAP opera a plataforma
ExtensibilidadePersonalização profunda; atualização mais difícilModular; atualizações mais rápidas; menos controle de baixo nível
LicenciamentoEstático, geralmente baseado em capacidadeAssinatura com métricas baseadas em mensagens
Direção do investimentoSomente manutenção, sem novas funcionalidadesDesenvolvimento ativo
Fim da manutenção padrãoFim de 2027 (estendida até o fim de 2030)Não se aplica (serviço em nuvem)

A mudança de licenciamento merece ser modelada. O custo do CPI está ligado ao volume de mensagens. Algumas empresas economizam em relação ao PI/PO. Outras descobrem que o tráfego real de integração é maior do que pensavam e precisam otimizar os fluxos cedo. Modele isso antes de migrar.

O bloco de construção é o iFlow (fluxo de integração). Cada iFlow define como uma mensagem vai da origem ao destino: a transformação, as regras de roteamento e o tratamento de erros que dispara quando algo falha.

RecursoO que faz
Conteúdo de integração pré-construídoPacotes de iFlows prontos para cenários SAP e de terceiros comuns no SAP Business Accelerator Hub
Designer gráfico de fluxosDesigner baseado na web para construir iFlows
API ManagementDesign, publicação, segurança e monitoramento de APIs
SegurançaOAuth 2.0, SAML, TLS, gestão de certificados
MonitoramentoLogs de mensagens, detalhes de erros, histórico de novas tentativas, alertas

Os adaptadores padrão incluem SOAP, REST, OData, IDoc, JDBC, SFTP, JMS e AS2, com outros para produtos SaaS específicos.

Scripts. Transformações complexas exigem Groovy ou JavaScript dentro do iFlow. O CPI não é zero-code além dos fluxos padrão. Se ninguém na sua equipe sabe escrever uma lógica básica de script, os mapeamentos complexos viram o gargalo.

O SAP CPI é poderoso quando é projetado no nível da arquitetura. Quando as equipes o tratam como um exercício de configuração, cada pequeno atalho cria uma fragilidade que aparece seis meses depois.

A migração não é uma conversão automática. O comportamento dos adaptadores difere entre o PI e o CPI, e o tratamento de erros que funcionava no PI pode se comportar de outra forma no CPI. Alguns fluxos precisam ser reconstruídos. Outros migram com pequenas mudanças. As ferramentas de migração e o conteúdo pré-construído da SAP reduzem o trabalho mecânico. Elas não tomam as decisões de julgamento sobre o que reconstruir e o que aposentar.

Este é o plano em ondas que uso como ponto de partida. Ajuste as ondas ao seu próprio inventário.

OndaO que migraPor que nesta ordemResponsávelCritérios de saída
0. InventárioTodas as interfaces do PI: frequência, volume, adaptador, criticidade, responsávelNão dá para planejar o que não foi contadoLíder de integraçãoInventário aprovado pelos donos do negócio
1. Baixo riscoFluxos SAP para SAP com conteúdo padrãoProva o modelo operacional e o monitoramentoLíder de integraçãoDuas semanas estáveis em produção, caminho do PI desativado
2. ParceirosFluxos B2B e EDI com os principais parceiros comerciaisExige janelas de teste com os parceiros e cutover coordenadoLíder de integração, com compras e vendasCada parceiro confirma por escrito
3. Alto riscoFluxos de alto volume, regulados ou críticos para a receitaMigra por último, com o maior número de ensaiosArquiteto de integraçãoTeste de volume aprovado; fallback para o PI ensaiado
4. DesativaçãoDesligamento do PI/POPara de pagar por duas plataformasCIOTodos os fluxos migrados ou aposentados; licenças encerradas

Mantenha um caminho de fallback para o PI em cada onda até que o novo fluxo tenha rodado sem problemas em produção. A ordem importa: prove o modelo operacional em fluxos de baixo risco antes de tocar nas interfaces que carregam receita.

Os cenários que mais vejo:

  1. S/4HANA para SuccessFactors. Dados organizacionais, quadro de pessoal e mudanças de remuneração. O conteúdo de integração padrão da SAP cobre os cenários comuns; fluxos personalizados tratam os desvios.
  2. Compras legadas para o SAP Ariba. Pedidos de compra saindo, confirmações e faturas voltando. Em geral, nos dois sentidos.
  3. Dados financeiros para o SAP Analytics Cloud. Levar dados do ECC ou de sistemas não SAP para o SAC.
  4. Salesforce para o SAP. Negócios fechados fluindo para o SAP, para atendimento do pedido, faturamento e atualização de estoque. Sem integração gerenciada, isso costuma rodar com exportações de planilhas ou scripts frágeis. O meu artigo sobre por que as integrações entre Salesforce e ERP falham cobre os erros de design.

Se o trabalho de integração já está atrasando no seu programa, os atrasos na entrega do SAP Integration Suite cobrem as causas habituais. A visão geral sobre plataformas de integração SAP compara as opções lado a lado.

O que é o SAP CPI e como ele se chama hoje?

SAP CPI significa Cloud Platform Integration. Hoje é a capacidade Cloud Integration do SAP Integration Suite no SAP BTP, ao lado de API Management, Event Mesh e ferramentas de integração com parceiros. “CPI” continua sendo o nome do dia a dia para construir fluxos de integração.

Qual é a diferença entre o SAP CPI e o SAP PI/PO?

PI (Process Integration) e PO (Process Orchestration) são middleware on-premise, com personalização profunda e controle total da infraestrutura. O CPI é um serviço em nuvem no SAP BTP que a SAP opera para você, com novos adaptadores e conteúdo chegando de forma centralizada.

O PI/PO 7.5 recebe apenas manutenção. A manutenção padrão termina no fim de 2027 e a estendida no fim de 2030, então todo cenário de PI/PO precisa de um plano de migração.

O SAP CPI é o mesmo que o SAP BTP?

Não. O SAP BTP é a plataforma: desenvolvimento de aplicações, dados, análise, IA e integração. O CPI é o serviço de integração dentro dela. Ao dimensionar o trabalho, orçamento e competências diferem: um arquiteto de BTP trabalha por vários serviços, um especialista em CPI cuida de fluxos, adaptadores e mapeamentos.

Quão difícil é aprender o SAP CPI?

Administrável, mas não simples. Os fluxos padrão seguem padrões documentados e o designer gráfico ajuda. O difícil é entender o processo de negócio bem o bastante para desenhar o fluxo, tratar erros e novas tentativas direito e escrever Groovy ou JavaScript para mapeamentos complexos. Aprenda primeiro o processo de negócio e depois a integração.

O que devo considerar ao migrar do SAP PI/PO para o CPI?

Faça o inventário de cada interface, com volume, frequência, adaptador e criticidade. Decida para cada uma: reconstruir, adaptar ou aposentar. Modele os custos baseados em mensagens contra os seus volumes reais. Migre em ondas, com um caminho de fallback, e planeje cedo os testes de regressão com parceiros B2B e destinos não SAP, porque eles quebram em silêncio. Use o Edge Integration Cell para fluxos que precisam continuar on-premise.

Qual é a diferença entre o Neo e o Cloud Foundry para o SAP CPI?

Ambos são ambientes do SAP BTP. O Neo é o ambiente mais antigo, proprietário da SAP, e será desativado em 31 de dezembro de 2028. O ambiente multicloud baseado em Cloud Foundry é para onde vai o desenvolvimento da SAP. Qualquer tenant de CPI que ainda esteja no Neo precisa de um plano de migração agora; novos tenants não devem começar lá.

Noel D'Costa

Escrito por

Noel D'Costa

25 anos em programas de ERP SAP e Oracle nos setores de aviação, governo, finanças, varejo e manufatura. Formação em finanças. Ajudo equipes de liderança a definir o escopo de transformações com honestidade, recuperar programas em dificuldade e construir sistemas que sobrevivem ao primeiro ano em produção.

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